Vol. 3 - Luz e Sombras
Rutôh e Yuki voltam a ser atacados pelas sombras, mas Yuki revela seu poder, que acaba gerando consequências dramáticas. Também vamos conhecer Kuki, um amigo de Rutôh que irá embarcar na aventura. Acompanhe o novo espisódio.
AURAMIND BR
Renilton Prauchner
11/26/20253 min read
A energia que pulsa
O sol mal despontava no horizonte, mas Rutôh já estava acordado. O coração batia acelerado, e uma sensação estranha queimava no peito. Ele olhou para as mãos: pequenas faíscas azuis dançavam entre os dedos.
— Isso… não é normal — murmurou, o olhar fixo na luz que parecia ter vontade própria.
— Preciso aprender a controlar… — completou, respirando fundo, tentando acalmar a pulsação.
O quarto silencioso era pequeno, mas parecia abarrotado de energia. A chama azul piscava, refletindo em seus olhos e iluminando cada centímetro. Rutôh sabia que algo grande estava prestes a acontecer.
O pátio vazio e o primeiro pressentimento
No pátio da escola, entre o barulho das risadas e conversas, Yuki se aproxima e comenta sobre a tensão que Rutôh sentia.
O vento soprava frio, e sombras sutis pareciam se mover nos cantos, se contorcendo quase como serpentes.
— Rutôh… sente isso? — Yuki aproximou-se, passos silenciosos.
— Sim… e não é nada bom — ele respondeu, apertando a mochila contra o peito.
Yuki franziu a testa, olhando para as próprias mãos. Uma sensação estranha crescia dentro dela, como uma vibração elétrica que nunca havia sentido.
— Eu… sinto algo diferente… como se pudesse… proteger alguém — disse, a voz baixa, hesitante.
Ela fechou os olhos por um instante, respirou fundo e concentrou a energia em suas palmas. Um brilho amarelo pálido começou a surgir, tremendo e formando lentamente uma barreira diante dela.
— O que… isso é? — murmurou, assustada, vendo o escudo se solidificar.
— Yuki… você descobriu seu poder! — disse Rutôh, a surpresa misturada com alívio.
O ataque duplo
Antes que pudessem reagir, duas sombras avançaram simultaneamente.
Uma, enorme e brutal, vinha direto em Rutôh; a outra, sorrateira, se aproximava silenciosa por trás dele.
— Não… eu não vi essa… — murmurou Rutôh, sentindo a ameaça pelas costas.
— RUTÔH!!! — o grito de Yuki cortou o ar.
Ela se lançou à frente dele, erguendo o escudo amarelo. O impacto foi brutal: as sombras colidiram com a luz, e um clarão iluminou todo o pátio.
Rutôh recuou, protegendo-se com a própria chama azul, enquanto Yuki tremia sob a pressão do ataque.
— Yuki! — ele gritou, pânico na voz. — Aguenta firme!
Mas a força das sombras era esmagadora. Yuki lutava para manter o escudo, mas gradualmente começou a ser engolida. Um grito desesperado ecoou pelo pátio. Em segundos, ela desapareceu nas sombras, levando consigo a luz que Rutôh mal tinha começado a entender.
— YUKI!!! — ele correu, estendendo a mão, mas tudo que encontrou foi o silêncio. O vento frio soprava, carregando apenas o eco do sequestro.
O aparecimento de Kuki
De repente, um garoto baixinho de óculos tropeçou, correndo em sua direção.
— R-Rutôh… você… você tá bem? — ofegou. — Eu… eu vi tudo! Não queria, mas fui chamado por um sussurro…
Rutôh o olhou, ainda tremendo.
— Kuki é você? — perguntou, tentando recuperar o fôlego. — E viu o quê?
— Sim… sou eu! — disse o garoto, apontando para o vazio onde Yuki desaparecera. — Ela foi levada por aquelas sombras!
O coração de Rutôh disparou. A chama azul em suas mãos parecia reagir, pulsando mais rápido do que nunca.
Então, seu celular vibrou. Uma mensagem apareceu:
“Se quiser sobreviver e ver novamente sua amiga, vá até a antiga sala do laboratório de ciências abandonado. Pode levar o nerdizinho também.”
— Temos que salvar Yuki… — murmurou Rutôh. — Vamos, rápido!
O caminho para o laboratório
O antigo laboratório abandonado parecia engolido pela névoa e pelo mato alto. Cada passo pesava, o silêncio tornando o ambiente ainda mais tenso.
— Você consegue enxergar alguma coisa? — perguntou Kuki, tremendo.
— Quase nada… — Rutôh respondeu. — Mas sinto que não estamos sozinhos.
A neblina começou a se tornar mais densa, engolindo quase tudo ao redor. Sussurros surgiam, distantes, mas claros o suficiente para gelar a espinha: palavras indistintas, quase como avisos ou ameaças.
— Rutôh… você ouviu isso? — Kuki agarrou seu braço.
— Sim… fique perto de mim — respondeu Rutôh, tentando manter a calma enquanto a luz azul em suas mãos pulsava.
O buraco misterioso
De repente, o chão cedeu sob seus pés.
— A-AHHHH! — gritou Kuki, enquanto ambos despencavam em um buraco escuro, sendo engolidos pela escuridão, parando em um lugar que desafia a lógica, um caos completo.
O silêncio absoluto tomou conta, exceto pelo som de suas respirações aceleradas e um sussurro arrepiante:
“Bem-vindos… hahhahahhahahha”
A neblina engolia tudo ao redor, deixando Rutôh e Kuki à mercê do desconhecido, e a sensação de perigo nunca havia sido tão intensa.
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